Tel Aviv guia visitantes cristaos caravana

Tel Aviv para visitantes cristaos: o que fazer no dia livre

Yael 10 min de leitura
Porto do Jaffa Antigo ao entardecer com a torre do relogio otomana e o Mar Mediterraneo ao fundo, Tel Aviv ao horizonte

Tem dois lugares do Novo Testamento no extremo sul de Tel Aviv que a maioria dos roteiros de caravana ignora completamente: o porto de Jaffa, de onde Jonas fugiu para Tarsis (Jonas 1:3), e a casa de Simao, o curtidor, onde Pedro recebeu a visao que abriu o evangelho para os gentios (Atos 10:9-16). Jaffa e uma parada valida na caravana, nao so uma escala para pegar o voo.

A maioria dos roteiros de caravana trata Tel Aviv como um fato operacional: voce desembarca no Ben Gurion, pega o onibus para Jerusalem, e se der sorte ganha um dia livre antes do voo de volta. Mas um dos lugares mais importantes do Novo Testamento esta bem ali, na borda sul da cidade, e o resto de Tel Aviv merece seu tempo mesmo que voce nao esteja atras de referencias biblicas.

Este guia parte do principio de que voce ja passou por Jerusalem e pela Galileia, esta hospedado perto da costa e quer saber o que fazer com as horas que tem. Para o panorama mais amplo de comida, mercados e cultura israelense, o guia de Israel para visitantes cristaos cobre tudo isso.

Jaffa antigo: comece aqui, sem questionar

A cidade que voce esta pisando tem uns 115 anos. Jaffa tem varios milhares. As duas se fundiram num municipio so em 1950, o que significa que da para caminhar de um bloco de apartamentos Bauhaus dos anos 1930 ate um porto da Idade do Bronze em cerca de vinte minutos.

Jaffa e a antiga Joppe, e se voce conhece a Biblia, ja esteve aqui mentalmente. Foi desse porto que Jonas desceu e embarcou num navio para Tarsis tentando escapar do chamado para pregar em Ninive (Jonas 1:3). Quando Deus tinha outros planos, a historia que voce conhece aconteceu. No Novo Testamento, Pedro estava hospedado em Jaffa na casa de Simao, o curtidor, quando teve a visao no terrado: o lencol baixando do ceu cheio de animais considerados impuros pela lei judaica, e a voz mandando comer. A visao mudou os rumos do cristianismo primitivo ao deixar claro que o evangelho era para os gentios tambem (Atos 10:9-16).

Uma casa identificada pela tradicao como a de Simao, o curtidor, ainda e apontada no bairro, numa viela chamada Rua Simao, o Curtidor, saindo da Rua Yefet. Nao e um museu nem uma igreja: e uma casa particular com uma pequena placa. E exatamente isso que faz Jaffa diferente dos lugares sagrados gerenciados de Jerusalem: a historia biblica aqui esta no bairro, sem placa de neon, sem bilheteria.

O porto em si e o porto com operacao continua mais antigo do mundo. Va ate a beira da agua. As pedras do quebra-mar, os barcos de pesca, o cheiro de sal e diesel: e o lugar fisico. Jonas esteve por aqui perto. Pedro olhou para essa agua. Independente do que mais voce va fazer no dia, reserve vinte minutos na beira do cais. So isso.

O mercado de pulgas de Jaffa

Atras do porto, subindo a colina em direcao ao norte, fica o HaPishpeshim, o mercado de pulgas de Jaffa. A rua principal e a Olei Tzion, mas o mercado se esparrama pelas vielas ao redor numa grade de comerciantes de moveis, antiquarios, vendedores de tecido e pequenos restaurantes.

Nao e um mercado de souvenirs para turista. E onde os moradores de Tel Aviv vem nos fins de semana para comprar abajures antigos, moveis dos anos 1960 e coisas que nao sabiam que precisavam. Voce encontra joias de prata, mapas antigos, metalurgia da era otomana, ceramica israelense e vinil usado o suficiente para ocupar uma hora se esse e o seu tipo.

Esta parte de Jaffa e predominantemente arabe-israelense, e a maioria dos lojistas fala hebraico, arabe e um ingles suficiente para negociar. Os precos nao sao fixos; fazer uma oferta abaixo do pedido e esperado e nao e grosseria. O mercado fica mais movimentado nas sextas antes do Shabat e nos sabados (quando fica aberto, ao contrario da maioria dos comercios de donos judeus na cidade).

Para tomar um cafe enquanto caminha, o HaKosem na beira do mercado tem bom espresso e aquele formato apinhado sem cadeira que e puramente Tel Aviv. Para algo mais substancial, os restaurantes arabes na Rua Yefet servem shakshuka, hummus e carnes grelhadas com precos de almoco razoaveis para os padroes israelenses.

As galerias

O bairro em torno do mercado de pulgas se tornou um dos mais interessantes circuitos de galerias de arte de Israel nos ultimos quinze anos. Em parte por causa da arquitetura, casas arabes antigas com paredes de pedra espessas e portas em arco que fazem um espaco lindo para galeria. E em parte porque os alugueis que foram expulsos do centro de Tel Aviv foram parar aqui.

Nao precisa entender de arte para curtir essa parte de Jaffa. As galerias ficam com as portas abertas, ninguem e obrigado a comprar nada, e as construcoes por si so valem o olhar. O Bairro dos Artistas de Jaffa Antigo, subindo a colina a partir do porto perto da Kikar Kedumin (Praca da Torre do Relogio), tem um conjunto de galerias e atelies. Se voce passar por la num fim de semana a tarde, alguns artistas deixam as portas dos atelies abertas.

A Kikar Kedumin e tambem onde fica a torre do relogio otomana, construida em 1906 para marcar os 25 anos de reinado do Sultao Abdulhamid II. E a coisa mais fotografada de Jaffa que nao e o porto. Tira a foto e continua.

Neve Tzedek: o Tel Aviv original

Quinze minutos caminhando de Jaffa para o norte pela orla e voce chega ao Neve Tzedek, o bairro judeu mais antigo da cidade. Fundado em 1887, antes mesmo da fundacao oficial de Tel Aviv em 1909, por familias judaicas que queriam sair dos muros de Jaffa. As ruas sao estreitas, os predios baixos, e o bairro e daqueles que nao precisam se apresentar.

A rua comercial principal e a Rua Shabazi. Tem boutiques com designers de moda israelenses, lojas de ceramica e utilidades para casa, e um punhado de bons cafes. O restaurante Suzanna na Shabazi e uma opcao solida para o almoco: mezze, peixe grelhado, saladas israelenses. O publico do Suzanna e mais de tel-avivianos mais velhos e turistas que ja vieram antes, o que e um bom sinal.

A Casa Rokach no extremo norte da Rua Shabazi e um museu na residencia original de Shimon Rokach, um dos fundadores do Neve Tzedek. E pequena e sem pressa, a entrada e barata, e se voce quiser uma explicacao de cinco minutos sobre o que era esse bairro antes de virar o que e hoje, o pessoal de la te conta.

O Neve Tzedek se conecta ao complexo HaTachana, uma estacao de trem otomana restaurada que hoje abriga restaurantes, boutiques e uma praca aberta onde a cidade eventualmente faz shows ao ar livre. E um lugar gostoso para sentar no inicio da noite com um cafe e observar o movimento.

Mercado Carmel

O Mercado Carmel, conhecido pelos moradores como Shuk HaCarmel, e o principal mercado de rua de Tel Aviv. Ele desce desde a intersecao da Rua Allenby com a Rua Rei George em direcao ao Neve Tzedek. Uma caminhada de uma ponta a outra leva uns dez minutos se voce nao parar em nada, o que nao vai acontecer.

A parte da frente perto da Allenby e a mais agitada: roupas baratas, utilidades domesticas, capinhas de celular, turistas. Atravesse. A segunda metade do mercado e onde esta a comida: bancas de hortifruti, vendedores de especiarias, queijarias, peixaria, açougue, um padeiro vendendo pao de gergelim chamado ka’ak de um carrinho. Um pacote de za’atar de qualidade sai pelo preco da fonte. A selecao de frutas secas e castanhas, pistaches, tâmaras Medjool, damascos secos, todos em bacias, vale comprar para comer no onibus.

Para comer no mercado, o melhor movimento e o Miznon na Rua Ibn Gabirol, na borda do mercado. E um restaurante de pita comandado pelo chef israelense Eyal Shani, e as pitas dali sao o motivo pelo qual as pessoas falam da culinaria de rua israelense do jeito que falam. A couve-flor assada dentro da pita, que Shani basicamente tornou famosa, nao e a opcao de quem nao come carne: e o prato que voce pede. A fila e real; va antes do meio-dia ou depois das 14h.

Se quiser sentar em algum lugar perto do mercado, o Levinsky Market na Rua Levinsky (cinco minutos a pe para o leste) e uma rua de mercado menor focada em especiarias, com um conjunto de restaurantes e bares de vinho ao redor. O Almacen na Levinsky e um bar de vinho com cardapio curto, mesas do lado de fora e sem codigo de vestimenta, o que e um detalhe importante para um grupo de igreja que passou o dia todo em pe.

A cidade branca: um desvio arquitetonico rapido

Nos anos 1930, milhares de imigrantes judeus chegaram a Tel Aviv vindos da Alemanha, muitos deles arquitetos formados na tradicao da Bauhaus. Eles construiram uma cidade. O resultado e a maior colecao de arquitetura Estilo Internacional do mundo, hoje Patrimonio Mundial da Unesco. A concentracao e maior num triangulo entre o Boulevard Rothschild, a Rua Dizengoff e a Rua Allenby.

Nao e uma parada biblica. Mas os predios sao bonitos de verdade, e a historia de como chegaram la e fascinante. Vale trinta minutos se voce estiver na area. A prefeitura de Tel Aviv tem um roteiro gratuito de caminhada autoguiada no site; o Ministerio do Turismo de Israel tambem tem um mapa do circuito da Cidade Branca. A caminhada leva uns 45 minutos num ritmo tranquilo e mostra os trechos mais bem preservados ao longo do Boulevard Rothschild e nas ruas laterais da Praca Dizengoff.

O melhor horario para caminhar e de manha cedo ou no fim da tarde, quando a luz entra em angulo e da para ver a textura dos predios.

A praia: o que esperar

Tel Aviv tem uns 14 quilometros de praia publica ao longo do Mediterraneo. Se esta calor e o grupo quer ver o mar de perto, a praia esta la e e boa.

Para grupos de igreja, uma coisa vale saber: praia publica em Tel Aviv nao tem codigo de vestimenta, e a cultura de verao da cidade aparece toda ali. Nada de extraordinario, e a praia de qualquer cidade grande. Roupas de banho modestas sao normais e ninguem vai prestar atencao.

As opcoes mais tranquilas para um grupo de igreja sao as praias do norte, perto da Praia Hilton e da Praia Gordon, que costumam ser menos movimentadas do que as praias centrais perto dos hoteis. Praias religiosas com secoes separadas para homens e mulheres existem em algumas cidades, mas nao sao destaque em Tel Aviv propriamente.

A agua fica quente de maio a outubro. Fora desse periodo, a praia ainda e um lugar agradavel para caminhar e ver o por do sol, mesmo sem entrar na agua.

Logistica do Shabat

Tel Aviv e a cidade mais secular de Israel, e o Shabat (da sexta ao anoitecer ate o sabado a noite) e visivelmente menos impactante aqui do que em Jerusalem. A maioria dos restaurantes fica aberta. Os bares ficam abertos. A praia fica aberta. O que para: onibus publicos, a maioria dos supermercados e orgaos publicos. Taxis e aplicativos de carona, o Gett e o Yango sao os mais usados por la, funcionam durante todo o Shabat.

Se o seu dia livre cair no sabado, e ate um bom dia para estar em Tel Aviv: a cidade fica mais calma, os restaurantes ficam cheios de moradores em vez de grupos de turistas, e a praia enche de gente de verdade. Jaffa e majoritariamente de comerciantes arabes e fica aberta aos sabados de qualquer jeito.

O Mercado Carmel nao funciona no Shabat. Se o mercado e prioridade, garanta que o seu dia livre seja quinta ou sexta pela manha. Para tudo o que o Shabat faz com o resto do pais, incluindo logistica de Jerusalem e transporte, o guia completo do Shabat para visitantes tem todos os detalhes.

Como se locomover

Tel Aviv e mais caminhavel do que parece no mapa. De Jaffa ao Neve Tzedek ao Mercado Carmel e um percurso norte-sul de mais ou menos 3 a 4 quilometros que da para fazer completamente a pe se o clima cooperar. Adicione o circuito da Cidade Branca e voce chega a uns 6 ou 7 quilometros para um dia inteiro.

Taxis tem em todo lugar e sao relativamente baratos para o padrao ocidental. Insista para o motorista ligar o taximetro: e lei e a maioria cumpre sem problema. O Gett funciona como o Uber e costuma ser mais facil do que tentar parar um taxi na rua se voce nao estiver perto de um ponto.

De Jerusalem, Tel Aviv fica a uns 45 minutos de trem (a rota mais rapida, saindo da Estacao Jerusalem Yitzhak Navon) ou cerca de uma hora de onibus. O trem e bem mais confortavel. Se o roteiro do grupo deixa todo mundo no hotel na noite anterior ao voo, voce provavelmente tem pelo menos a manha em Tel Aviv sem precisar organizar transporte proprio. Se ainda esta decidindo como Tel Aviv se encaixa no roteiro maior, o roteiro de 10 dias de Israel para igrejas mostra como a maioria dos tours equilibra Jerusalem, a Galileia e o tempo na costa.

Dois paises numa so viagem

Quem visita Israel numa caravana costuma dizer que se surpreendeu com Tel Aviv. A surpresa geralmente e que ela existe ao lado de Jerusalem: uma cidade onde cada pedra tem uma anotacao teologica, e outra onde a principal preocupacao numa sexta a tarde e achar uma mesa boa antes do restaurante lotar.

Jerusalem nao e o pais inteiro. E Tel Aviv nao e uma distracao secular do que voce veio buscar. Passar um dia aqui, especialmente em Jaffa, onde Pedro estava num terrado e entendeu que o mundo era maior do que ele imaginava, completa algo que os lugares sagrados nao entregam sozinhos.

Para a parte espiritual e devocional da viagem, o guia de peregrinacao a Terra Santa e o ponto de partida certo. Para o planejamento geral da caravana, o guia completo para caravanas de igreja a Israel tem toda a logistica.

Um dia em Tel Aviv. Comece no porto de Jaffa. Termine em algum lugar com vista para o mar. Suficiente.

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Perguntas Frequentes

Vale a pena visitar Tel Aviv numa caravana a Israel?
Vale. A maioria dos roteiros de caravana comeca ou termina no Aeroporto Ben Gurion, que fica a 20 minutos de Tel Aviv, e muitos tours incluem um ou dois dias livres na cidade. Alem da logistica, o Jaffa Antigo, o bairro portuario no extremo sul de Tel Aviv, e um dos lugares com maior significado biblico do pais: Jonas partiu desse porto em fuga para Tarsis (Jonas 1:3), e foi ali que Pedro recebeu a visao na casa de Simao, o curtidor (Atos 10). Tel Aviv em si te mostra o Israel moderno, o que da mais profundidade aos lugares antigos que voce ja visitou.
Qual o significado biblico de Jaffa?
Jaffa (a antiga Joppe) aparece varias vezes nas Escrituras. Foi dali que Jonas embarcou num navio tentando fugir do chamado de Deus para pregar em Ninive (Jonas 1:3). No Novo Testamento, o apostolo Pedro estava hospedado em Jaffa na casa de Simao, o curtidor, quando teve a visao do lencol descendo do ceu com animais considerados impuros pela lei judaica, a visao que abriu o evangelho para os gentios (Atos 10:9-16). O lugar tradicional da casa de Simao, o curtidor, ainda e apontado no bairro.
O que um grupo de igreja pode fazer em Tel Aviv?
Comece pelo Jaffa Antigo: caminhe pelo porto, procure a casa de Simao, o curtidor, de uma olhada no mercado de pulgas na Rua Olei Tzion e almoca num dos restaurantes do porto. A tarde, siga pelo Neve Tzedek ate o Mercado Carmel. Se sobrar tempo, uma caminhada pela Cidade Branca, o bairro Bauhaus da Unesco proximo ao Boulevard Rothschild, mostra um Israel completamente diferente. Encerre o dia no complexo HaTachana ou num restaurante do porto vendo o sol se por sobre o Mediterraneo.
Quanto tempo e necessario em Tel Aviv?
Um dia inteiro da para cobrir o Jaffa Antigo, o Mercado Carmel e o Neve Tzedek com tranquilidade. Com dois dias, da para adicionar o passeio pelo circuito Bauhaus, a praia e uma noite bem aproveitada. A maioria das caravanas reserva um dia livre em Tel Aviv no inicio ou no final da viagem. Use esse dia para Jaffa e o mercado e decida o resto conforme a disposicao do grupo.
Tel Aviv e seguro para turistas cristaos?
Tel Aviv e uma das cidades mais seguras do Oriente Medio para visitantes internacionais. Os cuidados basicos sao os de qualquer cidade grande: nao deixe bolsas sem vigilancia na praia, fique atento em mercados lotados e guarde uma copia do passaporte separada do original. O Jaffa Antigo tem muito movimento e boa vigilancia. A cidade tem seguranca visivel nos principais pontos turisticos. Grupos de igrejas viajando juntos nao enfrentam nenhum problema especifico.

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